Refração

ISHIHARA: O teste de visão da sua vida

By setembro 20, 2019 No Comments

Teste de Daltonismo Ishihara

Você conhece aquela folha cheia de bolinhas coloridas com um número no meio? Algumas pessoas acham que é um jogo ou uma brincadeira, mas não é. É na verdade um teste muito importante para detecção de Daltonismo chamado Teste de Ishihara.

História do Teste

 

O teste recebeu esse nome devido ao japonês Dr. Shinobu Ishihara (1879-1963), professor da Universidadede Tóquio que o desenvolveu em 1917. Ishihara se formou em medicina em 1905 e imediatamente se juntou ao exército imperial japonês como médico, servindo principalmente como cirurgião. Mais tarde, ele mudou de especialidade, seguindo para a área da oftalmologia. Em 1908, retornou à Universidade de Tóquio, onde se dedicou à pesquisa oftalmológicae foi solicitado a elaborar um teste para recrutar militares com anormalidades de visão de cores. Seu assistente era um médico daltônico que o ajudou a testar as placas elaboradas. Suas primeiras placas foram pintadas à mão por Ishihara em aquarela usando símbolos hiragana sistema de escrita mais básico da língua japonesa.

Como funciona o Ishihara?

Se você abrir o livro Ishihara vai ver que nele contém imagens (principalmente números) formadas por diversos pontos de cores diferentes. Um daltônico não consegue identificar as diferenças existentes nessa imagem e por isso não consegue identificar o número. Esse teste realiza uma rápida e precisa avaliação da deficiência visual de cores de origem congênita (forma mais comum dos distúrbios de visão de cores), ao todo são 38 placas que avaliam o paciente.

A maioria das pessoas diagnosticadas com daltonismo são caracterizadas pela deficiência “vermelho-verde”, podendo vir a ser: tipo Protan (protanopia e protanomalia) e tipo Deutran (Deuteranopia e deuteranomalia). Isso significa que daltonismo é um distúrbio da visão que interfere nas cores e que possui como principal característica a dificuldade para distinguir o vermelho e o verde e, com menos frequência, o azul e o amarelo.

E por que motivo os homens são mais daltônicos que as mulheres?

 

Em todos os casos, a deficiência de cor é uma condição geneticamente hereditária, ligada ao cromossomo sexual X. Sendo assim, o daltonismo raramente afeta mulheres, pois estas possuem dois cromossomos X. Quando elas recebem um cromossomo com a mutação, o outro normalmente compensa a alteração. Já os homens possuem apenas um cromossomo X. Faz sentido, né?!

A importância do diagnóstico

 

Muitas pessoas não sabem que são daltônicas, mas para algumas profissões é extremamente necessário uma “boa” visão das cores. Profissões que lidam com imagens ou mapas, onde há a necessidade da identificação de cor não deve ser exercida por um daltônico. Como é o exemplo de piloto de avião, controlador de voo, geógrafo e fotógrafo. Imagine um motorista que não consegue identificar a cor do sinal na sinaleira?

O uso do produto

 

Utilizar o teste de Ishihara é muito simples, mas mesmo assim deve ser feito por um profissional da saúde visual. O paciente deve estar em um ambiente iluminado, abrir o livro a uma distância de 40 centímetros e dizer o que enxerga a cada lâmina. Há uma folha de correção que acompanha o produto e a partir das respostas do paciente, é possível diagnosticá-lo com deficiência de cor ou não.

 

 

 

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